terça-feira, 26 de outubro de 2010

Polvo Paul e meu futuro

Morreu o polvo Paul. Repercussão total de pesar. Esse molusco marinho da classe Cephalopoda e da ordem Octopoda se tornou famoso por causa da Copa do Mundo. Oráculo. Acertava todas. A morte de Paul me fez pensar sobre futuro. Qual a graça de saber o futuro? A graça reside em se poder ganhar com ele por causa de um palpite acertado ou vivê-lo intensamente? Onde você estava há dez anos? Quais eram seus palpites? Ao andar para a esquerda ou para a direita parou na escolha certa? Houve uma época na minha vida que acreditava que segurança era não estar só. Em outro momento, um bom trabalho bastava. Direita, esquerda, meio. Palpites? Vários. Acertos? Alguns. Milhares de olhos ( no meu caso invisíveis) atentos às minhas escolhas. A família, os amigos da família, o conhecido da rua de cima, os desconhecidos... Um grupo e tanto de torcedores prós e contra. Ao refletir sobre Paul cheguei a uma conclusão: não sou um polvo em um aquário, mas sou um ser humano em constante exposição. Acima de tudo, sou o Oráculo de mim mesma, onde a probabilidade de erros e acertos são iguais. Errar ou acertar é  uma questão de se permitir.
Acho que vou mandar um telegrama para a  família de Paul.

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