sexta-feira, 16 de maio de 2014

Qualquer idade que se faz


- Não quero festa de oitenta anos.
- Como assim ? Só se  faz oitenta anos uma vez na vida.
-  Que eu saiba,  só se faz qualquer idade uma vez na vida.
Avó e neta conversam sobre  festejar a longevidade. Eu me vejo pensando sobre essa  qualquer idade que se faz uma vez na vida. E recordo todas e as velinhas que soprei e aquelas que não e em como acho importante  se comemorar. Sim, porque esse pacote chamado vida com seus  percalços e conquistas estamos carregando agora e desembrulhando minuto a minuto. Comemorar sempre o início de outros 365 dias simplesmente porque estamos aqui . Sempre temos a idade uma vez, mas o peso dos anos, as responsabilidades, muitas vezes fazem com que achemos  que os dias se tornam iguais, quando não são. Eles também só passam uma vez. As horas, minutos e segundos  também são únicos. Talvez a gente deva aprender a duplicar a juventude e dividir a velhice. Carregar um tempo que não se  mede  e uma alma que se sente. Essa talvez deva ser  a qualquer idade que só se faz uma vez na vida.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Mãe que vira gente

Filho é uma conquista diária. Ser mãe idem. Talvez, alguns discordem porque acreditam que o amor nasce pronto, como se estivesse disponível em prateleiras e com preços distintos e quanto menos, mais barato, uma pechincha. Acho que amor é conquista sim, um sentimento para ser cultivado e regado, para poder crescer e se consolidar. Ser mãe é para mim, um amor que de tão grande não precisa ser comprado, porque não tem preço. Ele vem grátis, porque faz parte do pacote. Filho chora, grita, esperneia. Filho cresce, sabe mais que você, aborrece. Filho vira adulto. Adulto?Sobrevivemos e com tudo isso, o amor só cresce, chora, esperneia e vira adulto junto. E nessa caminhada, desse amor que se conquista, às vezes, o filho vira pai, vira mãe ou simplesmente, vira aquilo que ensinou a mãe a ser: gente.