sábado, 11 de dezembro de 2010

Ano Novo


A coragem de mudar está representada em um texto que adoro e diz:

Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas
Que já tem a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que
nos levam sempre aos mesmos lugares
É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos

Para mim, as mudanças estão chegando e elas começam cedo. Como faço aniversário no segundo dia do ano, o primeiro dia de 2011 é na realidade, o último de 2010 . É como conto o meu tempo, os meus 365 dias de dias, noites, sol, chuva. Reclamava de aniversariar em janeiro. Presentes junto com os do Natal, festas sempre prejudicadas por causa de muitos amigos viajando. Coisas de criança (será?) . Quase todo o capricorniano que conheço reclama disso. Eu, reclamava. Hoje, comemoro sempre o fato de virar mais uma página, no meu calendário, de estar viva e poder sentir tristeza, medo, alegria, surpresa. Comemoro os amigos que estão perto ou longe, que reencontro a cada década ou que ainda vou reencontrar. Comemoro aqueles que vão chegar na minha vida e sobretudo me comemoro. Por que não? Da criança que fui, a mulher que me tornei, se passaram apenas alguns minutos. Se as pessoas que amo estão viajando, o fato de existirem é hoje o meu presente. Se a festa é só um bolinho porque o Natal já valeu a festança (vamos combinar que competir com Jesus é impossível) e o Ano Novo consumiu as energias de se brindar e se prometer um novo amor, a dieta, a viagem, o estudo e tudo mais que vem no pacote, não faz mal. O brinde é mesmo viver. O meu ano novo está chegando, junto com o seu. Hora de abrir os armários e fazer a limpeza. Hora de abrir a alma e jogar fora no lixo o que não serve mais. Não me serve aquela angústia, aquela briga, aquele momento “vergonha alheia” ou “vergonha de mim mesma”.Não me servem tantas coisas que devem ser deixadas para trás e não doadas. Doação só se faz de coisas das quais nos desapegamos, de que às vezes nos lembramos, que nos fizeram felizes, mas que merecem ir para outro que com certeza precisa mais.  Chegou a hora de abrir mesmo o coração e viver de verdade o ano novo. Acha difícil? Tem receita. A Receita de Ano Novo eu aprendi com  Carlos Drummond de Andrade e ela, linda que é,  termina assim:


“Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.”

Para quem amo e me vê, para quem amo e não me vê, mas me conhece, e para aqueles que ainda vou amar, um 2011 maravilhoso.


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sorrir

Trânsito horrível, humor péssimo, TPM total. Aqueles dias em que,  literalmente, se baterem você no liquidificado não vai dar nem  meio copo. E de repente, passa alguém e abre aquele sorriso, como se você com todas as suas “boas”  energias fosse um catalisador de algo positivo. Como se você fosse  aquele  ser humano zen,  que abraça árvores, conta estrelas e etc... O sorriso é algo que se recebe sem se questionar. Tem gente que sorri tanto, que a impressão que tenho é que tem mais dente do que boca. E daí? Melhor do que receber é retribuir. Sorrir faz bem, ainda mais quando vem de dentro. Sabe aquela gargalhada interior?  Chegar a gargalhar pode ser um pouco difícil... A questão não é saber se o mundo vale a pena. É fazer uma forcinha.  Não precisa sorrir  o tempo todo para que o outro  suponha que você é  feliz. Charlie Chaplin,  gênio que era, sabia do valor de um sorriso, de um esboço que fosse. Permita o momento. A gente só  precisa  começar  de algum  jeito  tentar ser feliz. Que tal esse? :0)
Com aquele sorriso, o meu dia ficou muito mais feliz!