quinta-feira, 26 de maio de 2011

Você é bom,bonito e inteligente

Acabei de ver uma matéria sobre uma pesquisa realizada com mulheres sobre beleza. No quesito o que você gosta em você mesma, quatro por cento responderam: nada. Como assim? Nem de poder respirar? Como estava em um café, ao lado do meu trabalho, um homem perguntou  o que é nada para uma mulher? Me fingi de morta, mas não de nada. É que  não estava com muita paciência para  começar uma conversa com um estranho sobre o nada feminino. Nada é nada mesmo. O nada é se sentir invisível e não ver motivos para ser notado porque a vida simplesmente está passando e você não está nela e o que é pior, não está nem aí. Alerta vermelho. Fukushima total. Em algum momento da vida, acredito que realmente "estamos" nada, o que não quer dizer que "somos" nada. O nada surge naqueles momentos de crise, de perdas, de fracasso, de bola fora. Quem nunca tirou uma nota baixa? Levou uma bronca ? Quem nunca, em um momento de se sentir a obra-prima da natureza, não ouviu uma crítica daquelas? Errou um compasso? Escreveu errado? Queimou um bolo? Lembro de uma vez ter lido em uma revista um especialista dizendo que devemos sempre falar para as crianças: “ você é boa, bonita e inteligente”. O ser bom, bonito, inteligente deveria ser ouvido durante toda a vida. Podia até ser um mantra. Mas, cuidado com o excesso de repetição, podemos crer tanto nisso que corremos o risco de nos tornarmos um ser “se acha “ insuportável. Ninguém é nada, todo mundo é. Essa busca  faz da vida uma coisa interessante. Você é bom, bonito e inteligente, mesmo que ainda esteja buscando as respostas e não tenha encontrado o seu lugar no mundo. Não precisa se preocupar, você com certeza está entre os cem por cento daquela outra pesquisa que revela  não quem é belo ou se preocupa com isso, mas  quem é gente.

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