quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Chuva que volta

São engraçadas as diversas reações provocadas pela chuva após um extenso período de seca, onde a sensação de sermos cozinhados vivos  parece não ter fim. Uns rezam para ela chegar, outros pedem o sol e os dias claros. Uns amam, outros odeiam. Uns aproveitam o momento: a água que cai, o cheiro de terra molhada, o vento...Como não amar? Outros antecipam as tragédias: as ruas alagadas, o carro enguiçado, ou em uma escala menor, a chapinha que se vai...Como não odiar? A chuva e suas contradições. Eu particularmente, amo os dias de sol, mas amo a chuva tanto quanto. Amor dividido de quem precisa de um porque não vive sem o outro. Mas, quando ela chega, que delícia! Sou do time de quem tem lembranças de caminhar na rua, na chuva ou na fazenda. Prefiro a sensação  daquele momento que representa recomeço, renascimento e esperança, quando a  chuva chega bem devagarzinho (ou não), molha a terra e sussurra no meu ouvido: -voltei.

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