quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Amar

Engraçado  o tema amor. Sempre polêmico. Recentemente  assisti ao documentário “José e Pilar”, do diretor português Miguel Gonçalves Mendes, sobre o escritor José Saramago e sua segunda mulher, Pilar del Rio. Ouvi várias opiniões. Particularmente achei lindo, sobre sentimentos e palavras. Para refletir sobre o que nos propomos nesta vida, nossa agenda cotidiana e cheia de compromissos, da necessidade de se compartilhar e, às vezes, emprestar, só emprestar, as rédeas de nossa vida para outra pessoa.  Ser casal. Não precisa ser um escritor famoso, morar numa ilha na Espanha. Pode ser o verdureiro, o arquiteto, o jornalista e, até mesmo, quem prefere mesmo é cuidar da casa. É necessário ser gente, isso é essencial. Ser gente nos permite essa reflexão sobre o amor que nos move ao encontro um dos outros e aos desencontros também. Quantas vezes nos apaixonamos nesta vida? Quantas vezes a adrenalina corre  e o coração bate forte? Em que momento a  paixão vira amor? Quando o amor vira amor? Quando o amor vira desamor? Perguntas constantes em minha vida. Todo mundo torce para que só  a morte separe, que se esteja junto na doença etc...  Mas, quando menos se espera, um imprevisto pode abalar as estruturas. “Pilar, minha casa”, “Pilar, meu Pilar”. Alguns resistem, lutam e não desistem. Sobrevivem.  Piegas?  Para mim, não. Imagino que a casa  dos dois  deva ter estremecido algumas vezes e as estruturas balançado bastante.  Coisas de conviver e que ficam guardadas entre quatro paredes.  O que vale no fim é o que fica, seja de uma  música, livro, filme, realidade ou  ficção. Quem dera a vida tivesse sempre  uma trilha linda. Quem dera o “felizes para sempre”  não fosse, para muitos, um instante em uma fotografia. Acredito que a gente tenha que se permitir sempre amar. Isso vale para quem é, quem foi e quem será amado. Dessa experiência, ninguém escapa. Me perdoem os críticos desse amor amado. Não precisa ser José, nem Pilar. É preciso ser intenso para ser além.

Um comentário:

  1. demorei, mas li! lindo Aninha!!! "ser gente nos permite essa reflexão sobre o amor que nos move ao encontro um dos outros e aos desencontros também"... adorei! ah, e coloquei as reportagens no meu blog (demorei, mas coloquei! rsrsrs)

    ResponderExcluir